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Assistente Técnico Pericial: quando o advogado deve indicar?

O assistente técnico não é apenas um “perito particular”. Ele é o apoio técnico do advogado para formular quesitos, acompanhar a perícia, identificar falhas no laudo e fortalecer a tese do processo.

Solicitar apoio técnico

O que é assistente técnico pericial?

O assistente técnico é o profissional de confiança da parte, indicado para acompanhar uma perícia judicial ou extrajudicial. Ele atua ao lado do advogado na parte técnica, traduzindo pontos complexos do processo para uma análise objetiva, fundamentada e útil para a estratégia jurídica.

Na prática, ele ajuda o escritório a entender se o laudo está coerente, se o método usado foi adequado, se faltaram documentos, se os quesitos foram respondidos de forma suficiente e se existe base técnica para manifestação, parecer ou impugnação.

Ponto estratégico: quando o processo depende de prova técnica, deixar a perícia correr sem acompanhamento pode enfraquecer a tese antes mesmo da sentença.

Quando o advogado deve indicar assistente técnico?

O ideal é indicar o assistente técnico antes da perícia acontecer, principalmente quando o processo envolve:

  • acidente de trabalho, doença ocupacional, insalubridade ou periculosidade;
  • incapacidade laboral, nexo causal ou discussão previdenciária;
  • assinatura falsa, documentos suspeitos, contratos ou procurações;
  • cálculos contábeis, revisão financeira, apuração de haveres ou lucros cessantes;
  • vício construtivo, engenharia, imóveis, máquinas, veículos ou danos materiais;
  • perícia médica, odontológica, estética, psicológica ou de saúde.

O que o assistente técnico faz na prática?

1. Ajuda a formular quesitos

Quesitos fracos geram respostas fracas. O assistente técnico ajuda o advogado a fazer perguntas melhores, mais específicas e conectadas com a prova necessária.

2. Analisa documentos antes da perícia

Muitos processos chegam à perícia com documentos incompletos, laudos antigos, exames mal organizados, contratos sem contexto ou imagens sem identificação. Essa falha pode prejudicar a leitura do perito judicial.

3. Acompanha a produção da prova

Quando permitido, o assistente acompanha diligências, exames, vistorias e avaliações, observando se o método técnico está adequado e se os pontos relevantes foram considerados.

4. Analisa o laudo judicial

Após a entrega do laudo, o assistente técnico pode apontar omissões, contradições, fragilidades metodológicas ou ausência de fundamentação técnica.

5. Apoia parecer ou impugnação

Se o laudo for incompleto ou desfavorável, a análise técnica pode ajudar o advogado a construir manifestação mais forte, com linguagem técnica e foco nos pontos decisivos.

O erro mais comum dos escritórios

O erro mais comum é procurar apoio técnico apenas depois que o laudo já veio ruim. Nesse momento ainda pode haver solução, mas o melhor cenário é atuar antes: na preparação, nos quesitos e no acompanhamento da prova.

Como a CIPAV apoia escritórios de advocacia?

A CIPAV atua como rede técnica multidisciplinar para apoiar advogados e escritórios em perícias, pareceres, análise de laudos, elaboração de quesitos, assistência técnica e leitura estratégica da prova.

O atendimento pode envolver diferentes áreas, como trabalhista, previdenciária, médica, contábil, grafotécnica, documentoscopia, engenharia, digital, patrimonial, imobiliária e automotiva.

Assistente técnico precisa ser nomeado pelo juiz?

+

Não. O perito judicial é nomeado pelo juiz. O assistente técnico é indicado pela parte, normalmente com apoio do advogado.

O assistente técnico pode fazer parecer?

+

Sim. Dependendo do caso, ele pode elaborar parecer técnico, análise crítica de laudo, manifestação técnica ou apoio aos quesitos.

Vale a pena contratar antes da perícia?

+

Na maioria dos casos, sim. A atuação prévia ajuda a organizar documentos, formular quesitos e reduzir riscos técnicos.